quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Como as torrentes no Neguebe


Salmo 126: 4.

Restaura Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. ARA

 Faz-nos regressar outra vez do cativeiro, Senhor, como as correntes do Sul.   ARC

 Ó Senhor, faze com que prosperemos de novo, assim como a chuva enche de novo o leito seco dos rios. NTLH



Esse versículo é uma reflexão e um clamor oriunda de um fato curioso da geografia e do clima da terra de Israel. Tem a ver com o deserto do Neguebe, que fica na região sul. A terra de Israel é repleta de montes, de cadeias de montanhas, e entre elas há as planícies, as regiões baixas.

O deserto do Neguebe é uma dessas regiões baixas. No deserto não há chuvas, não há rios, não há vegetação significativa, e especialmente na época do verão, tudo se torna pó, completamente sem vida.

Porém, nos lugares onde há montanhas há chuva, porque naturalmente as regiões montanhosas atraem as nuvens de chuva. As montanhas funcionam como um muro para as nuvens. A atmosfera criada pelas montanhas seguram as nuvens sobre si, que se condensam ainda mais e precipitam em chuvas exatamente sobre a cadeia montanhosa.

Por esse motivo no deserto chamado Neguebe acontece um fato extraordinário. Algum tempo após chover sobre as montanhas localizadas a um certa distância do deserto do Neguebe, torrentes de águas, verdadeiros rios caudalosos começam a correr montanha abaixo e chegam ao deserto do Neguebe, e por ele se espalha, molhando aqueles lugares, regando aquela terra seca por quilômetros de distância. E após alguns dias o milagre da vida acontece. As flores mais lindas brotam em pleno deserto do Neguebe. O que antes era pó e pedra, agora é verde e colorido de vívido esplendor.

Essa percepção de um deserto completamente sem vida ser restaurado num lindo jardim florido, foi o clamor do salmista pedindo que dessa forma o Senhor restaurasse a sorte do povo de Israel quando este estava no cativeiro da babilônia.

Nossas vidas hoje passam por desertos. Desertos como o do Neguebe. Temos momentos e tempos de sequidão. Em que nos sentimos num cativeiro, secos, sem poder desfrutar a grandeza da vida. Então quando o rio seca, quando a flor morre, quando o Neguebe não tem mais cor, não tem mais vida, é hora de subir o monte, e orar como Elias, pedindo a Deus que derrame da Sua chuva, da Sua visitação. Pois a chuva vem sobre o monte, sobre o monte da oração, sobre o monte da adoração. Ali forma-se as torrentes de águas, que correm, que desaguam sobre todas as áreas da nossa vida que está deserta e trás vida e vida em abundância.

Se o leito do rio está seco. Se o Neguebe está sem vida. É hora de subir o monte e clamar por chuva. É hora de orar de tal maneira que a nuvem de Glória se forme sobre o nosso monte, e ali Deus não resista ao nosso clamor e derrame da Sua chuva abundante, da Sua visitação sobre a nossa vida, sobre a nossa casa, sobre a nossa alma, sobre o nosso coração.



“Ó Senhor, faze com que prosperemos de novo, assim como a chuva enche de novo o leito seco dos rios”. “Restaura Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”.

http://osvaldoalves.blogspot.com.br/


Um comentário:

Edurdo disse...

Bela exposição desse maravilhoso texto.