domingo, 2 de agosto de 2020

 


Apocalipse 1: 5b ... Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra...
 
Jesus Cristo: Apresentado com três características específicas.
Fiel Testemunha - Testemunha é Mártir - Alguém que é morto por não negar sua convicção. Também lembra "profeta" - uma das faces do ministério de Jesus.
 
Primogênito - Além de significar "O Primeiro", é também um título de honra. O mais exaltado, o mais excelso, o mais sublime. Primogênito dos mortos nos remete ao sacerdócio celestial de Jesus. Quando ressurreto adentrou o santuário celestial.
 
Príncipe ou Soberano dos Reis da terra - Jesus é o Rei, o Soberano. Em suas mãos foi entregue toda a autoridade nos céus e na terra.
Essas três características específicas nos relatam uma sequência de espisódios marcantes na trajetória de Jesus.
 
Fiel Testemunha nos três anos e meio de ministério terreno, consumado na cruz (Mártir).
 
Filipenses 2: 8. e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Primogênito dos mortos, quando ressuscitou e subiu aos céus.
 
Hebreus 9: 24. Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;
 
Príncipe dos Reis da terra, ao ser coroado Rei.
Apocalipse 19: 12. Os seus olhos eram como chamas de fogo, e ele tinha muitas coroas na cabeça. Havia escrito nele um nome que ninguém conhece, a não ser ele mesmo.
 

A saudação de Deus



 


Apocalipse 1: 4b - 5a.
... Graça a vós e paz da parte Daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; e da parte de Jesus Cristo...
 
Que saudação maravilhosa! Ser saudado com "A Graça e a Paz", pelo Pai (Aquele que É) pelo Espírito Santo (Sete Espíritos) e pelo Filho (Jesus Cristo).
 
Graça é presente, dádiva, favor que não merecemos, mas Deus está pronto e disposto a nos dar. É a bondade excepcional de Deus para com nós pecadores, para tornar possível o perdão e a salvação.
Paz - no antigo testamento, a saudação "Shalom", que comporta não apenas a ausência de guerra e tribulações, mas um estado de segurança, concórdia, prosperidade, bem-estar, e vida vivida em plenitude. 
 
A saudação "Graça e Paz", reúne o Novo e o Antigo Testamento, desejando em primeiro lugar o encontro com Cristo - o perdão e a salvação - e a constante 'manutenção' destes. 
 
Em seguida e juntamente, profetizando o tão compreendido e esperado "Shalom" do povo abençoado de Deus. 
 
- "Que a Graça e a Paz" do nosso Deus Único e Triúno seja com a tua vida hoje e para sempre. Amém!
 

Uma carta vinda do céu

Apocalipse 1: 4a. João, às sete igrejas que estão na Ásia: 
 
João tem credibilidade. É conhecido, reconhecido e respeitado em muitos lugares, em muitas igrejas. João é o apóstolo sobrevivente às perseguições sofridas pela igreja. Mais de 60 anos foram transcorridos desde que Jesus subiu aos céus. 
 
João viu e ouviu Jesus inúmeras vezes, foi guardado para essa missão especial, ver e ouvir a revelação, o apocalipse, escrever e enviar para sete igrejas na Ásia. Sete (7), é um número simbólico, significa plenitude, totalidade. Certamente havia mais igrejas na Ásia, portanto, as sete escolhidas, também o foram por um propósito.
 
O fato de ter sido devidamente endereçada, não significa que a carta do Apocalipse tenha validade somente para aquelas igrejas e para aquela época. Se assim fosse todas as cartas do Novo Testamento não valeriam para nós, porque todas são endereçadas a determinada igreja ou pessoa.
 
O fato é que toda escritura inspirada por Deus transcende o tempo, a época, o contexto histórico, social e geográficos, embora estes tenham que ser considerados e compreendidos, mas de forma alguma podem ser excludentes.
 
Em suma, parafraseando a dedicatória, posso destacar:
- João, a todas as igrejas em todos os lugares até a consumação dos séculos.
 

Bem aventurado aquele que lê

 

Apocalipse 1: 3. Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
 
Bem aventurado - feliz, próspero. Abençoado por Deus.
Ler e ouvir as palavras do Apocalipse não perturba, não amedronta. Ao entender as palavras dessa profecia, sentimos conforto - Jesus Cristo vence e reina. Ao viver as palavras dessa profecia, nos sentimos seguros - há promessas para nós.
 
Ler - significa a leitura devocional. Estudar a sós. Comparar com os acontecimentos atuais no mundo todo, e perceber seu cumprimento.
Ouvir - tem a ver com a urgência de ser pregado nas igrejas e ser obedecido, "porque o tempo está próximo", significando que o tempo todo temos que estar 'prontos', esperando a consumação dos séculos.
 
O apocalipse não pode ser esquecido "por difícil compreender". Também não pode ser lido "pra saber o futuro". Ou simplesmente, pra conhecer. O Apocalipse é a mesma Palavra de Deus, viva e eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes. O Apocalipse é Escritura inspirada por Deus e útil para ensinar, corrigir, exortar e educar na justiça.
 
Ler e ouvir; compreender e obedecer... e a bênção do Senhor é derramada sobre nós.
 
Diante desse incentivo profético - não como recusar "mergulhar de cabeça" nesse livro tão famoso e atual.
- Tenha uma ótima leitura e uma perfeita audição!
 

Carta mensagem




 


Apocalipse 1: 1b-2... enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.
 
João - um dos discípulos de Jesus - um homem de carne e osso como nós, já em idade avançada foi o responsável por ver e ouvir e escrever tudo que viu, ouviu e foi incumbido de transmitir.
 
Que grande responsabilidade! Deus o escolheu para escrever e enviar às igrejas a carta-mensagem do Apocalipse. Um homem apenas, mas a Palavra de Deus na ponta da sua pena e tinta.
 
Ao ser notificado pelo anjo, João não recuou, não se esquivou. Teve a coragem e a determinação de escrever o que se lhe havia sido mandado.
 
Testificou da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus. E tudo o que viu, o que ouviu, o que sentiu não escapou de ser registrado e transmitido através de sua pena.

O véu é rasgado

Apocalipse 1: 1. Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; 
 
Apocalipse significa revelação. Revelação é o ato de revelar o que estava oculto. Ou mais propriamente, desvelar - tirar o véu - abrir a cortina e mostrar o cenário do futuro.
 
Para os servos de Cristo os acontecimentos futuros são claramente revelados. Tempos difíceis virão, mas Deus tem o controle de tudo e cuida dos que são seus.
 
Em meio ao cenário 'apocalíptico', há uma certeza constante - Jesus Cristo é vencedor em todas as coisas. 
 
Jesus está presente do começo ao fim, animando, avisando, encorajando o Seu povo. Demonstrando que o poder pertence a Deus, que tudo vai ser julgado com justiça e o céu plenamente estabelecido.
 
 

terça-feira, 28 de julho de 2020

Vivendo com Deus

Eclesiastes 2: 25 - 26.
Sem Deus, como teríamos o que comer ou com que nos divertir?
Ele dá sabedoria, conhecimento e felicidade às pessoas de quem ele gosta. Mas Deus faz com que os maus trabalhem, economizem e ajuntem a fim de que a riqueza deles seja dada às pessoas de quem ele gosta mais. Tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento.
 
(Sem Deus, como teríamos o que comer ou com que nos divertir ?)
- A vida sem Deus é uma vida no escuro, no vazio, na incerteza. Quem tem experiência com Deus, não sabe viver só. Não imagina como sobreviveria. 
 
(Ele dá sabedoria, conhecimento e felicidade àqueles que são Seus.)
- Ele faz a diferença. Ele É a diferença. Ele cuida dos seus. Desde a antiguidade até aos dias atuais. Em qualquer lugar do planeta, Deus cuida dos Seus.
 
(Deus faz com que as riquezas dos maus sejam dadas aos Seus amados.)
- Já, essa afirmação tem como base o contexto de vida do Rei de Israel. Tem a ver com suas conquistas, com o despojo de guerra, com as vitórias que Deus lhe entregou nas mãos. Aqui na vida comum contemporânea não vemos isso acontecer "com frequência". Nem nos convém ficar esperando isso acontecer para tomarmos posse de algum bem material alheio.
 
(Tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento.)
- Na verdade, toda essa vida terrena é como a neblina que passa, como o vapor que logo se dissipa. Por isso é necessário crer em Jesus para a vida eterna.
 
 

A bênção do trabalho

Eclesiastes 2: 24
Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer que a sua alma goze do bem do seu trabalho. Vi que também isso vem da mão de Deus.
 
Trabalhar o suficiente para comer, beber, viver. Desfrutar do bem, das bênçãos, do fruto do trabalho. Isso vem da mão de Deus. É uma bênção, uma dádiva de Deus.
 
Não há nada melhor para o homem, diz o eclesiastes. Poder usufruir do seu trabalho, sem a preocupação de ajuntar riquezas sem saber para quem vai ficar, e sem angustiar-se demasiadamente sem conseguir o suficiente.
 
Realmente é a mão de Deus quando tudo vai bem. Quando há saúde e disposição. Quando há ganho e bom resultado. Quando há produtividade e satisfação.
 
Afinal, o que o ser humano pode intentar de melhor? Ocupar-se, realizar-se, aprimorar-se e por fim ter o privilégio de desfrutar do fruto de todo seu esforço e empenho.
 
Louvado seja Deus por tão grandiosa bênção.
 
 

A sobrevivência e a moderação

Eclesiastes 2: 22 - 23. Pois, que alcança o homem com todo o seu trabalho e com a fadiga em que ele anda trabalhando debaixo do sol?
Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho é vexação; nem de noite o seu coração descansa. Também isso é vaidade.
 
O questionamento é: Vale a pena, tanto esforço, tanto sacrifício, tanta fadiga para conquistar coisas?
 
Mas quando se trata de uma questão de sobrevivência, de colocar o pão na mesa, de sustentar família - não se pode dar moleza para o corpo.
 
O trabalho é bênção; Traz bênçãos. É necessário, urgente, imprescindível. Dores, cansaços, tristezas, às vezes humilhações fazem parte dessa labuta.
 
De noite o coração vagueia, preocupa-se com as incertezas, pesa os resultados, procura melhores alternativas.
 
Se pudesse... viveria sem fadigar-se tanto. Quem pode, não o faz.
A conclusão pessimista referente ao trabalho deve-se à suposição de que "quantas coisas boas poderiam ser aproveitadas em seu lugar", ou, "poderia dar-se um pouco de moderação ao trabalho e viver mais intensamente a família e a vida com Deus".
 
 

Tempo equilibrado

Eclesiastes 2: 20-21.
Então eu me arrependi de ter trabalhado tanto e fiquei desesperado por causa disso.
A gente trabalha com toda a sabedoria, conhecimento e inteligência para conseguir alguma coisa e depois tem de deixar tudo para alguém que não fez nada para merecer aquilo. Isso também é ilusão e não está certo!
 
O tempo é precioso. A vida é preciosa. O tempo e a vida precisam ser geridos, distribuídos com diligência entre as melhores facetas.
Focar somente no trabalho a fim de conseguir coisas trouxe desespero ao finalmente perceber que não poderia levar consigo para sempre coisa alguma, e ainda ter de deixá-las para alguém que nunca fez nada para merecer.
 
No final, quando não poderia mais voltar atrás, percebeu que todo aquele esforço e fadiga no trabalho não acrescentara nada.
"Então me arrependi de ter trabalhado tanto e fiquei desesperado por causa disso".
 
- Que esse arrependimento venha para nós a tempo de fazer a correção devida e findemos em paz o tempo dessa vida, com a certeza de ter vivido abundantemente e cumprido o propósito de Deus.
 
 

O destino da herança

Eclesiastes 2: 18-19.
Também eu aborreci todo o meu trabalho em que me fadigara debaixo do sol, visto que tenho de deixá-lo ao homem que virá depois de mim.
 
E quem sabe se será sábio ou estulto? Contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que me fadiguei, e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isso é vaidade.
 
Morrer e não poder levar nada de tudo o que lutou, conseguiu e se apegou. Ninguém consegue se esquivar disso.
 
Pior é não conseguir se esquivar da iminência de abrir mão e deixar tudo. O aborrecimento por saber que tudo vai passar para as mãos de outro. Pior ainda, o aborrecimento do Eclesiastes, considerar que tudo o que conquistou pode cair nas mãos de um tolo, que não vai cuidar, não vai zelar e dissipará tudo.
 
A conclusão é que é vaidade acumular coisas, se apegar demasiadamente às coisas. Pois com certeza outro (sábio ou tolo) assenhorear-se-á de tudo.
 
 

Vã esperança frustrada

Eclesiastes 2: 16-17. Ninguém lembra para sempre dos sábios, como ninguém lembra dos tolos. No futuro todos nós seremos esquecidos. Todos morreremos, tanto os sábios como os tolos.
Por isso, a vida começou a não valer nada para mim; ela só me havia trazido aborrecimentos. Tudo havia sido ilusão; eu apenas havia corrido atrás do vento.
 
Entrar para a história, fazer sucesso e querer ser lembrado após a morte, realmente é uma grande vaidade, uma ilusão até sem precedentes.
 
O aborrecimento aqui em questão é por conta de uma esperança frustrada, uma pretensiosa injustiça sofrida. A de não ter um destino especial e diferente preparado para o sábio em detrimento do tolo - diretamente proporcional.
 
De fato não há a recompensa da vida eterna pelo nosso esforço, pelos nossos atos, pela nossa justiça própria, pelas nossas obras. A salvação é graça e misericórdia de Deus. O nosso esforço, atos, feitos, obras devem ser o testemunho, a consequência da vida salva por Jesus Cristo.
 
Querer ter uma vida após a morte não pode ser um desejo egoísta e exclusivista baseado na própria vida de sabedoria.
Que sábios e tolos sejam alcançados pela vida eterna em Jesus e logo, ambos se transformem. O tolo aprenda a sabedoria e o sábio a humildade.
 
 

O sábio e o tolo

Eclesiastes 2: 14 -15.
O homem sábio tem olhos para ver, mas o tolo é cego. Apesar disso, notei que há uma coisa que acontece tanto ao sábio quanto ao tolo: ambos têm o mesmo fim!
Pensei: “Um dia o tolo vai morrer, e eu também. Então para que serve a minha sabedoria?” Foi assim que compreendi que a sabedoria também não vale muita coisa.
 
Comparar-se com outros pode ser um meio de tirar algumas lições... Mas existe o perigo de ser uma tarefa contraproducente.
O sábio que tem olhos para ver é acareado com o tolo que vive como cego. A lição aprendida é procurar agir com sabedoria em todas as coisas.
 
E a lamentável conclusão é que ambos terão o mesmo fim. Ambos vão morrer da mesma forma. Isso levou a uma questão inquietante: "- Então, para que serve a minha sabedoria? - Ela é uma ilusão, uma vaidade, é algo como correr atrás do vento".
 
A árdua labuta de trilhar o caminho da sabedoria não pode desiludir-nos. Outrossim, a sabedoria por si só não nos completa, não satisfaz, não leva além deste lugar debaixo do sol.
 
Junto com a sabedoria deve estar a salvação e a graça de Jesus Cristo, para que o fim não seja como o fim do tolo. Porque sem Jesus realmente a mesma coisa acontece tanto ao tolo como ao sábio.
 
Mas o sábio precisa depositar toda sua sabedoria aos pés de Cristo e viver dependente Dele, orientado por Ele e jamais se estribar em sua própria sabedoria, e sim usá-la na medida da fé e do dom de Cristo.